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DR SIN - O PECADO DOS BRAVOS

Depois de homenagear seus heróis do rock com Listen To The Doctors, enfim chegou o momento de mais um disco de inéditas do Dr Sin. Foram sete anos desde o álbum Dr Sin II, o último trabalho autoral em estúdio e que trouxe Mike Vescera nos vocais. Bravo, o novo álbum, fez valer a espera já que reúne 16 novas faixas que registram um dos períodos mais inspirados da banda

 
 

Encontramos com Andria e Ivan Busic no escritório da Dynamo Records no bairro do Alto da Lapa em São Paulo. Enquanto aguardávamos até que às últimas providencias fossem tomadas para que pudéssemos nos dirigir até estúdio onde o Dr Sin faria uma sessão de fotos com Hudson Cadorini, os irmãos dividiam seu tempo batendo papo e atendendo o celular. A empresária da banda não parava de ligar, afinal, o Dr Sin acabará de lançar mais um excelente álbum e compromissos é o que não faltavam.

Enfim tudo estava resolvido e pudemos tomar o caminho do estúdio. Chegando lá o guitarrista Edu Ardanuy, que nos aguardava, foi recebido sendo zuado pelos seus companheiros de “pecado” que o chamavam de “King Kong”. O motivo da chacota não poderemos aqui revelar, mas o guitar hero brasileiro teve que agüentar a gozação por um bocado de tempo.

Quando Hudson Cadorini chegou ao estúdio a sensação era de que ele e os “doctors” eram bons amigos há anos. Logo ele virou motivo de piada ao mesmo tempo que também gozava o novo penteado de Ivan Busic.

Imprevistos sempre acontecem. Lei de Murphy. O fotógrafo estava atrasado. Andria se ofereceu para ir buscá-lo e sugeriu que fossemos iniciando a entrevista com Ivan e Edu. Hudson ficou por lá zanzando e conhecendo o estúdio. Um dos maiores que eu já tinha visto. Num camarim improvisado para sala de entrevistas, o bate-papo começou.

 

Ivan e Edu. O Bravo é o primeiro disco de inéditas do Dr Sin em sete anos. É pouco material para uma banda como o Dr Sin que sempre manteve uma regularidade de lançamentos na década de 90.

Ivan Busic: Nós nos empenhamos tanto no processo de gravação do 10 Anos Ao Vivo e também na turnê e produção do Listen To The Doctors [05], que nem percebemos que já tinha se passado todo esse tempo. Meio que nos perdemos no tempo. Faltou alguém dar um toque do tipo: “Quando sai um novo disco de inéditas?”. O tempo passou muito rápido e não percebemos o quanto os fãs queriam um disco de inéditas. Essa surpresa toda do sucesso do Bravo vem justamente suprindo essa necessidade que tínhamos de mostrar um novo trabalho.

Edu Ardanuy: Além disso, vários outros projetos foram pintando e sem percebermos todo esse tempo já tinha passado.

 

Por outro lado, a espera valeu a pena. O Bravo, em minha opinião, é o melhor disco de vocês desde o Brutal [95]. São 16 novas faixas. Todas são composições novas, escritas esse ano especialmente para esse disco, ou podemos dizer que Bravo é uma compilação do que melhor saiu dos ensaios durante esses sete anos?

Ivan: Nesse período nós devemos ter composto cerca de 50 músicas, mas destas pouquíssimas entraram no Bravo. Aproveitamos somente as que surgiram nos dois meses anteriores da gravação.

Edu: Acho que só duas ou três são músicas antigas.

 

Quais?

Edu: Já tínhamos o riff da “Nomad” e uma boa parte dela já estava pronta, mas acabamos modificando e transformamos a idéia original da introdução.

Ivan: A “Welcome To The Show” também já tínhamos o riff. Acho que basicamente foram essas mesmo. É uma coisa bacana porque dá um sabor totalmente inédito até para nós mesmos.  Muitas vezes você compõe uma música mas depois de dois ou três anos você acaba não querendo mais gravá-la. Já uma música nova dá aquela sensação de coisa fresca mesmo. É outro tesão.

 

CONFIRA ESSA MATÉRIA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO 54 DA REVISTA ROCK HARD-VALHALLA.

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