Serj [se pronuncia como a palavra em inglês "search"] estava sentado no Art-Hotel Luise no centro de Berlim observando as pinturas de óleo na parede da sala de entrevistas, as quais ele classificou como “totalmente lindas”. Ele também queria ver as pinturas das outras salas. Mas, primeiramente, ele pergunta para a sua promoter se ela tem um cigarro. A marca? Não importa. O importante é que faça fumaça. “Eu sei que este é um costume ridículo”, sorri o simpático vocalista, que pegou um copo vazio como cinzeiro e abriu as janelas para soltar a fumaça.
Serj, no entanto, me parece bem tranqüilo e nem um pouco tenso com a agenda apertada de promoção. Ele se delicia ao falar sobre seu álbum solo, onde ele foi o chefe criativo. Escreveu todas as músicas, letras, fez a arte e os doze(!) vídeo-clipes. Com exceção da bateria, ele gravou e timbrou todos os instrumentos e declarou sua independência lançando o álbum pelo o seu próprio selo, a Serjical Strike. “É muito agitado, mas ao mesmo tempo natural ser responsável por tudo. Eu já tenho a minha própria gravadora há um tempo e eu sempre estou compondo. Eu tenho umas 100 músicas em arquivo, experimentações eletrônicas, clássico, metal, gótico, punk, rock, noise e coisas que soam meio estranhas”.
O seu álbum solo, Elected The Dead, soa mais homogêneo em relação aos discos do System Of A Down.
As músicas deste álbum são exatamente aquelas que eu mesmo queria cantar e não dar para outros músicos. A maioria foi composta em violões e no piano. No começo eu nem sonhava que este álbum poderia ser um álbum de rock. Só quando eu comecei a programar a bateria [N.R.: a bateria de verdade foi gravada depois pelos bateristas John Dolmayan do System Of A Down e Brian "Brain" Mantia do Guns ‘N’ Roses] e coloquei as guitarras que as faixas começaram a ficar mais pesadas.
CONFIRA ESSA MATÉRIA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO 54 DA REVISTA ROCK HARD-VALHALLA.
JÁ NAS BANCAS!
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