O punk rock comemorou 30 anos de existência no ano passado. Na coluna “Microfonia” de nossa 39ª edição nós inclusive fomos os primeiros a relembrar essas três décadas de rock e anarquia. Dando seqüência a esse resgate histórico, para a Mesa Redonda dessa edição decidimos convidar dois precursores do punk no Brasil: o baixista e vocalista Clemente Tadeu e o guitarrista Ronaldo Passos, ambos da lendária banda punk Inocentes.
Num papo descontraído com nossos enviados, Clemente e Ronaldo falaram sobre a história do punk no Brasil e no mundo, as primeiras formações, a ideologia e também sobre o famigerado emocore, tudo isso ao som da coletânea Punk Rock Classics Vol I, onde grandes bandas da cena nacional tocam os velhos clássicos do estilo. Confira como foi.
Faixa 1 – Into The Valley [The Skids] POR PERIFERIA S/A
JV – Tinha muita coisa legal no The Skids, mas eles foram subestimados.
CT – Depois a banda trocou de nome, virou o Big Country. Chegaram até a fazer sucesso. A versão do Periferia para essa música ficou muito boa.
JV – E bem fiel. Existe uma máxima do rock que diz: “Nunca confie em alguém com mais de 30 anos”. E o punk, que era um estilo inovador, tá chegando aos 30. E agora, como fica (risos)?
CT – Há um paradoxo nisso. Vejo um pessoal dizer por aí que temos que manter a tradição punk, sendo que a grande regra do punk foi a de quebrar as tradições. Por isso mesmo que eu gosto mais das bandas de 1977 e da primeira geração do que das bandas de hoje. Você pega o último disco do Inocentes e vê que a gente inventa e re-inventa, embora algumas pessoas achem que não seja legal fazer isso.
“Eles [CPM22] tocam bem pra caralho. Só por que estão fazendo sucesso não é mais punk? O punk não se define pela ideologia, mas sim pela música” - Clemente
LEIA ESSA MATÉRIA NA EDIÇÃO 42 DA REVISTA ROCK HARD-VALHALLA.
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