Entrevista com Kip Winger
Postado em 27 de março de 2019 @ 14:28 | 353 views


Hoje, 27 de Março de 2019, Kip Winger, vocalista, baixista e principal compositor do Winger, começa uma série de quatros shows pelo Brasil: 27/03 em Florianópolis/SC (Teatro Álvaro de Carvalho); 29/03 em Brasília/DF (no Toinha Brasil); 30/03 no Rio de Janeiro/RJ (Teatro Odisseia) e 31/03 em São Paulo/SP (no Manifesto Bar).

Os shows são no formato solo-acústico, praticamente violão e voz, com repertório que inclui clássicos do Winger e também músicas dos álbuns de sua carreira solo.

Bati um papo rápido com ele, Kip Winger. Mesmo econômico nas palavras, deu para saber mais sobre suas visões a respeito de envelhecimento, sobre o processo criativo e sua relação com o tempo e espaço e sua visão política, ou a falta dela (mesmo que isso seja impossível).

Eliton – Quatro anos se passaram desde sua última visita ao Brasil com o Winger. Quais são as memórias daquela última viagem ao nosso país e o que você espera dessa nova experiência?

Kip Winger – Eu nunca espero nada. Apenas curto me conectar com pessoas interessadas em minha música ao redor do mundo. E estou ansioso para voltar ao Brasil, pois sempre curti a plateia brasileira.

Eliton – Lá em 2015 vocês estavam promovendo um novo disco, o ótimo “Better Days Comin’”. Dessa vez você vem para um show solo acústico, apesar do Winger já ter anunciado a gravação de um novo disco…

Kip Winger – Sim, eu faço muitas turnês solo no formato acústico. Venho fazendo isso desde 1997. Já toquei no Brasil várias vezes nesse formato também. E é bem divertido.
Fizemos vários shows em Março com o Winger e agora estaremos compondo novas músicas para o próximo disco. Esperamos lançá-lo em 2020.

Eliton – Só com o Winger são mais de 30 anos de carreira. Você está com 57 anos de idade agora. Como é envelhecer para você? Seja por uma perspectiva pessoal ou profissional.

Kip Winger – Na verdade não penso muito nisso. Apenas sigo em frente e tento ser um músico melhor. Também não há muita diferença entre minha vida pessoal e a profissional. Eu trabalho o tempo todo! E sou muito focado em compor música.

Eliton – Do álbum autointitulado de 1988 até “Better Days Comin”, notamos que o Winger sempre respeitou o tempo e espaço. Manteve o processo criativo  interessante e relevante para o período em que os álbuns estavam sendo lançados. Sua música soa como música do tempo e espaço em que foram concebidas. O Winger nunca tentou recriar a atmosfera dos anos 80, por exemplo. Sempre olhar para frente, nunca para trás?

Kip Winger – Sim! E obrigado por perceber isso! Eu sou o tipo de músico que não gosta de olhar para trás. Eu não quero tentar recriar o passado.

Eliton – A meu ver não dá para descrever o Winger apenas como uma banda de hard rock. Para mim, pessoalmente, vocês nunca estiveram no mesmo barco que outras bandas famosas dos anos 80 como Mötley Crüe, Poison, Warrant ou Ratt. Há uma maturidade na música do Winger, uma sofisticação estética e conceitual que faz com que Winger seja único e não possa ser categorizado. Você já se sentiu parte daquela extravagância da Sunset Strip?

Kip Winger – Obrigado por notar isso.  Não, nunca senti que fomos parte daquela cena. Nós viemos de Nova Iorque, tínhamos um ponto de vista bem diferente. Na verdade, sempre estivemos mais voltamos a mentalidade do rock progressivo e de música complexa, mas emoldurada pelo hard rock. É uma combinação muito peculiar.

Eliton – Você ainda ouve música? Você ainda gosta de descobrir novos artistas ou até mesmo músicos do passado que você não conheceu antes?  E quais foram suas influências quando você começou e quais são suas influências atuais, se você ainda se sente influenciado de alguma forma para fazer novas músicas?

Kip Winger – No início as nossas influências eram bandas como Jethro Tull, Led Zeppelin, Grand Funk, coisas assim. Depois artistas como Peter Gabriel…
Hoje em dia eu ouço mais compositores de orquestra como (os que ainda estão vivos) Christopher Rouse, Richard Danielpour e vários outros… E também os clássicos como Ravel, Honegger e Prokofiev.

Eliton – Com Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, você ainda acredita que dias melhores estão por vir (“Better Days Are Coming”, em inglês)?

Kip Winger – Hahaha. Boa essa, mas na verdade eu não me envolvo muito com política.

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