{"id":23,"date":"2017-09-26T17:00:10","date_gmt":"2017-09-26T20:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.valhalla.com.br\/site\/?p=23"},"modified":"2021-09-25T15:39:49","modified_gmt":"2021-09-25T18:39:49","slug":"mrbigegeofftate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/mrbigegeofftate\/","title":{"rendered":"MR. Big e Geoff Tate \u2013 Tom Brasil (S\u00e3o Paulo\/SP) \u2013 19 de Agosto de 2017"},"content":{"rendered":"<p>Por Eliton Tomasi<\/p>\n<p>Me lembro que quando iniciei o projeto do zine Valhalla l\u00e1 em 1996, um grande objetivo a curto prazo era passar a ser considerado por assessorias de imprensa para realizar coberturas de shows. Come\u00e7amos com shows undergrounds locais at\u00e9 que eu um dia eu estava na frente do palco do Rock In Rio fotografando o Iron Maiden.<\/p>\n<p>Durante os anos da revista chegou um momento que as coberturas de shows eram t\u00e3o frequentes que ir a um show passou a ser uma atividade mais burocr\u00e1tica e menos apaixonada. Esse \u00e9 o momento que voc\u00ea se d\u00e1 conta de que algo anda errado e \u00e9 bom fazer algumas revis\u00f5es.<\/p>\n<p>O \u00faltimo show que cobri pela Valhalla foi o do Iron Maiden na \u201cSomewhere Back In Time Tour\u201d que rolou no Allianz Parque em 2008. O sentimento de melancolia foi irresist\u00edvel. Assisti uma das minhas bandas preferidas com um clima de despedida, uma vez que o fim da revista j\u00e1 havia sido anunciado.<\/p>\n<p>Eis que aqui estou \u201cem algum lugar de volta no tempo\u201d. E agora sem nenhum outro prop\u00f3sito que n\u00e3o a paix\u00e3o!<\/p>\n<p>E que forma melhor de recome\u00e7ar do que com um show do MR. Big e Geoff Tate!<\/p>\n<p>O Queensr\u00ffche est\u00e1 certamente no meu Top 10 de bandas preferidas de todos os tempos. E quando se \u00e9 muito f\u00e3 voc\u00ea se interessa por quase qualquer coisa que a banda venha a lhe entregar.<\/p>\n<p>Quando foi anunciado que Geoff Tate viria ao Brasil para uma turn\u00ea ac\u00fastica onde tamb\u00e9m contaria hist\u00f3rias da sua carreira, a proposta n\u00e3o me soou t\u00e3o atraente. Posteriormente veio a informa\u00e7\u00e3o que ele viria, mas acompanhado de m\u00fasicos brasileiros e que tocaria o \u201cOperation: Mindcrime\u201d na \u00edntegra. Ainda bem!<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-226 \" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3087-300x200.png\" alt=\"\" width=\"466\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3087-300x200.png 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3087-768x512.png 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3087-1024x683.png 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3087.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 466px) 100vw, 466px\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que vocalistas tem vindo sozinhos ao Brasil para se apresentar com m\u00fasicos brasileiros. Tim \u201cRipper\u201d Owens, Blaze Bayley, Paul Di Anno, entre outros tem seguido pelo mesmo caminho. Motivo de cr\u00edtica para alguns, eu vejo com bons olhos a proposta. E esse show do Geoff Tate me permitiu refor\u00e7ar essa opini\u00e3o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que geralmente os m\u00fasicos que acompanham s\u00e3o f\u00e3s do trabalho do vocalista, e isso faz com que o show ganhe uma dose extra de energia, de alegria e de verdade. O que acaba sendo um show muito mais interessante e cativante de se ver do que at\u00e9 mesmo uma banda em sua forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, por\u00e9m desgastada e sem a mesma energia de antes. Some isso a qualidade t\u00e9cnica de m\u00fasicos como Felipe Andreoli (baixo), Edu Cominato (bateria), Leo Mancini (guitarra), Dalton Santos (guitarra) e Bruno S\u00e1 (teclados) e tenha um show do Queensr\u00ffche muito mais Queensr\u00ffche do que o pr\u00f3prio Queensr\u00ffche atual.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-225 size-medium alignright\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3096-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3096-300x200.png 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3096-768x512.png 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3096-1024x683.png 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3096.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>M\u00fasicos tocando pra caramba, com sorriso no rosto e com uma energia e vontade contagiantes. N\u00e3o foi dif\u00edcil para Geoff Tate se integrar e cantar de forma brilhante, como sempre.<\/p>\n<p>N\u00e3o vi um show do Queensr\u00ffche na \u00e9poca do lan\u00e7amento de \u201cOperation: Mindcrime\u201d em 1988, mas me atrevo a dizer que a atmosfera desse show no Tom Brasil deve ter chegado bem perto.<br \/>\nNa verdade, as m\u00fasicas de \u201cOperation: Mindcrime\u201d s\u00e3o t\u00e3o sensacionais que um show com o disco sendo tocado na \u00edntegra \u00e9 quase um ass\u00e9dio!<\/p>\n<p>Houveram alguns erros, o que era esperado considerando que pelo que me consta a banda fez apenas um \u00fanico ensaio com Geoff Tate. Absolutamente compreens\u00edvel e aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Depois de percorrer por todo o tracklist de \u201cOperation: Mindcrime\u201d com a mesma sequ\u00eancia do \u00e1lbum, ainda sobrou um tempo para fecharem o show com \u201cSilent Lucidity\u201d, momento este em que o p\u00fablico presente, cerca de 4 mil pessoas, em sua esmagadora maioria f\u00e3s do Mr. Big, se renderam por completo \u00e0 Geoff Tate e banda com um mar de smartphones que filmavam o momento. O que, para mim, \u00e9 um pouco bizarro, pois \u00e9 como se ao inv\u00e9s de contemplar o momento presente e eternizar a experiencia em suas pr\u00f3prias mem\u00f3rias, as pessoas preferissem usar a mem\u00f3ria de seus celulares para registrar imagens de um show que, na verdade, elas n\u00e3o viram. N\u00e3o em sua totalidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-235 size-medium\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3105-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3105-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3105-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3105-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3105.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o nessa noite que me provocou bastante foi ver a barra separando a pista. De um lado os ricos na pista premium e de outros os pobres na pista simples. \u00c9 assim que o capitalismo segrega as pessoas, numa esp\u00e9cie de apartheid social. Se n\u00e3o bastasse a pol\u00edtica de meia entrada a estudantes cuja diferen\u00e7a no valor do ingresso \u00e9 embutida no pre\u00e7o daqueles que pagam valor integral, e de o Brasil ter um dos pre\u00e7os mais caros no mundo no que concerne a shows e espet\u00e1culos musicais, agora os primeiros lugares na frente do palco que antes eram destinados aos que eram mais f\u00e3s e chegavam mais cedo, \u00e9 tamb\u00e9m relegado \u00e0queles com maior poder econ\u00f4mico. Casas e est\u00e1dios j\u00e1 possuem uma grande diversidade de setores a fim de alocar seu p\u00fablico de maneira adequada e menos ofensiva. A separa\u00e7\u00e3o da pista, a meu ver, \u00e9, no m\u00ednimo, constrangedora.<\/p>\n<p>Se num show entre Geoff Tate e MR. Big o meu interesse inicial era evidentemente pela apresenta\u00e7\u00e3o do ex-vocalista do Queensr\u00ffche, devo dizer que deixei o Tom Brasil muito mais f\u00e3 do Mr. Big de quando como cheguei.<\/p>\n<p>Que show! Que astral! Que alegria!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-228 size-large\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3112-1024x683.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3112-1024x683.png 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3112-300x200.png 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3112-768x512.png 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3112.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Eric Martin, Billy Sheehan e Paul Gilbert s\u00e3o alguns dos melhores m\u00fasicos do mundo em seus respectivos postos. E embora tenham se separado durante alguns anos \u2013 o que possibilitou a r\u00e1pida passagem de Richie Kotzen pela banda \u2013 a identidade do MR. Big \u00e9 fortemente marcada pela presen\u00e7a dos tr\u00eas e de tamb\u00e9m seu baterista Pat Torpey. Citei Torpey por \u00faltimo pois \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter t\u00e3o grande mant\u00ea-lo na banda e traze-lo para a turn\u00ea que faz do MR. Big uma das bandas mais \u00edntegras de toda a hist\u00f3ria do rock. Para quem n\u00e3o sabe, Torpey sofre de mal de Parkinson e o baterista Matt Starr o substituiu no MR. Big, embora a banda sempre fa\u00e7a quest\u00e3o de chamar Torpey ao palco para executar alguns dos temas menos complexos (como baterista principal) e em v\u00e1rios outros momentos como percussionista.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-229 size-medium\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/8-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/8-300x200.png 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/8-768x512.png 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/8-1024x683.png 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/8.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\nE foi com consci\u00eancia, integridade e energia l\u00e1 em cima que desfilaram cl\u00e1ssicos como \u201cDaddy, Brother, Lover, Little Boy\u201d, \u201cGreen-Tinted Sixties Mind\u201d, \u201cAddicted To That Rush\u201d, \u201cColorado Bulldog\u201d, entre outras p\u00e9rolas mais recentes como a maravilhosa \u201cUndertown\u201d do disco \u201cWhat If\u201d de 2011 e todas as esperadas baladas: \u201cJust Take My Heart\u201d, \u201cTo Be With You\u201d e \u201cWild World\u201d de Cat Stevens. O fim do show tamb\u00e9m foi emocionante com o cover de \u201cBaba O\u2019 Riley\u201d do The Who.<\/p>\n<p>Geoff Tate (e banda) e o MR. Big entregaram ao p\u00fablico presente uma decente amostra de verdade e integridade <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-230 size-medium\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3153-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3153-300x200.png 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3153-768x512.png 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3153-1024x683.png 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_3153.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>art\u00edstico-cultural, um padr\u00e3o de rock \u2018n\u2019 roll bem feito, composto e tocado por grandes talentos, com inerente potencial para convencer e contagiar de forma natural, sem a for\u00e7a opressora da mentira e da publicidade enganosa. \u00c9 tudo o que esperam, sejam os burgueses da pista premium ou os proletariados da pista simples.<\/p>\n<p>Para ver mais fotos desse show, acesse a galeria da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/media\/set\/?set=a.240069996517155.1073741828.240050376519117&amp;type=3\">Suzy Fotografia no Facebook<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eliton Tomasi Me lembro que quando iniciei o projeto do zine Valhalla l\u00e1 em 1996, um grande objetivo a curto prazo era passar a ser considerado por assessorias de imprensa para realizar coberturas de shows. 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