{"id":372,"date":"2018-03-24T19:38:28","date_gmt":"2018-03-24T22:38:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/?p=372"},"modified":"2021-09-25T15:36:51","modified_gmt":"2021-09-25T18:36:51","slug":"steve-hackett-espaco-das-americas-sao-paulosp-22-de-marco-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/steve-hackett-espaco-das-americas-sao-paulosp-22-de-marco-de-2018\/","title":{"rendered":"Steve Hackett \u2013 Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas (S\u00e3o Paulo\/SP) \u2013 22 de Mar\u00e7o de 2018"},"content":{"rendered":"<p>Por Eliton Tomasi<\/p>\n<p>Eu amo rock progressivo! E amo o Genesis.<\/p>\n<p>J\u00e1 tinha assistido o Steve Hackett em Mar\u00e7o de 2015 com aquele repert\u00f3rio fant\u00e1stico s\u00f3 de m\u00fasicas do Genesis. Poderia assistir esse show todo fim de semana sem enjoar! Imagine ent\u00e3o perder um novo show do Steve Hackett depois de tr\u00eas anos! Nem pensar! Ainda mais porque a proposta dessa nova turn\u00ea, al\u00e9m de revisitar o Genesis, tamb\u00e9m prometia m\u00fasicas da carreira solo e do GTR, projeto ao lado do Steve Howe do Yes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-376 alignleft\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3883-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3883-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3883-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3883-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3883.jpg 1677w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Para quem j\u00e1 foi num show de rock progressivo sabe que a atmosfera \u00e9 diferente se comparado a um show convencional de rock \u2018n\u2019 roll. Geralmente a configura\u00e7\u00e3o da plateia \u00e9 sentada, a faixa et\u00e1ria do p\u00fablico \u00e9 mais alta, assim como o n\u00edvel social. \u00a0N\u00e3o podemos generalizar e dizer que esse \u00e9 o perfil do f\u00e3 de rock progressivo, mas bem que mais shows desse segmento poderiam ser produzidos atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas de cultura e disponibilizados de gra\u00e7a para a popula\u00e7\u00e3o. Sem o entrave econ\u00f4mico do ingresso e at\u00e9 mesmo de espa\u00e7os elitizados (que s\u00e3o causa de constrangimento para muitas pessoas), o perfil do p\u00fablico certamente seria mais diversificado. Eu mesmo j\u00e1 produzi shows do Focus, CIRCA (com Billy Sherwood e Tony Kaye), entre outros, atrav\u00e9s de parcerias com o poder p\u00fablico e com entrada franca, e s\u00e3o nessas ocasi\u00f5es que voc\u00ea percebe que qualquer estilo musical, mesmo o rock progressivo &#8211; classificado por Peter Gabriel como \u201cantiquado\u201d &#8211; poderia ser mais popular.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-378\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3881-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3881-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3881-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3881-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3881.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O que o f\u00e3 de rock progressivo tem em comum, independente de idade ou classe social, \u00e9 o desejo de assistir ao show com o m\u00e1ximo de aten\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. De forma que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para muitos assobios ou gritos. At\u00e9 mesmo os celulares, protagonistas nas plateias contempor\u00e2neas, s\u00e3o deixados um pouco de lado. Cada momento \u00e9 precioso.<\/p>\n<p>Foi nesse ambiente calmo, quase buc\u00f3lico, que baixaram-se as luzes e o mestre e sua formid\u00e1vel banda entraram em cena com \u201cPlease Don\u2019t Touch\u201d, faixa-t\u00edtulo daquele que, para mim, \u00e9 o melhor disco solo de Steve Hackett, lan\u00e7ado em 1978, h\u00e1 40 anos.<\/p>\n<p>Em sua primeira comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico, Hackett, em portugu\u00eas, desculpou-se pelo sotaque carioca e prometeu se esfor\u00e7ar para falar com sotaque paulista durante a noite. \u201cBehind The Smoke\u201d, do seu mais novo disco, \u201cThe Night Siren\u201d, lan\u00e7ado ano passado, foi ent\u00e3o apresentada. Cabe aqui destacar a produ\u00e7\u00e3o criativa de Hackett frente a seus outros ex-companheiros de Genesis. Hackett \u00e9 disparado o mais relevante m\u00fasico, mesmo que n\u00e3o seja o mais popular. Aos 68 anos de idade continua produzindo e lan\u00e7ando discos que justificam suas turn\u00eas, sem se apoiar totalmente ou abrir m\u00e3o do passado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-374\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3884-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3884-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3884-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3884-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3884.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Passado esse que inclui coisas geniais como o j\u00e1 citado GTR. Desse disco tocaram \u201cWhen The Heart Rules The Mind\u201d, descrita por Hackett como \u201cpop song\u201d. Ah, quisera eu que toda m\u00fasica pop produzida no mundo fosse assim!<\/p>\n<p>Para cantar a maravilhosa \u201cIcarus Ascending\u201d, outra de \u201cPlease Don\u2019t Touch\u201d, sobe ao palco o extraordin\u00e1rio vocalista Nad Sylvan que, podemos dizer, ganhou o posto de co-protagonista nos shows de Steve Hackett. N\u00e3o h\u00e1 muito tempo publiquei aqui\u00a0uma entrevista com ele:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/nad-sylvan-capitao-do-proprio-navio\/\">https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/nad-sylvan-capitao-do-proprio-navio\/<\/a><\/p>\n<p>&#8220;Shadow of the Hierophant&#8221;, do cl\u00e1ssico &#8220;Voyage of the Acolyte&#8221;, o primeiro disco solo de Hackett lan\u00e7ado em 1975, foi a \u00faltima m\u00fasica do setlist antes do momento que \u00e9 sempre o mais aguardado.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-375\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3862-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3862-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3862-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3862-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3862.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>\u201cDancing With the Moonlit Knight\u201d, do \u201cSelling England By The Pound\u201d, foi a primeira do Genesis na noite. <em>\u201cFazer parte do Genesis foi muito especial. \u00c9ramos um grande time e fizemos uma m\u00fasica complexa e bonita. Eu gostaria de uma reuni\u00e3o, mas, at\u00e9 onde sei, n\u00e3o h\u00e1 planos para isso\u201d<\/em>, disse o m\u00fasico em entrevista para o jornal O Globo.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 necessidade de reuni\u00e3o enquanto Hackett estiver vivo e com sa\u00fade para fazer turn\u00eas com sua banda. Sua presen\u00e7a e lucidez, somada ao vigor de m\u00fasicos mais jovens, permitem que as m\u00fasicas do Genesis sejam executadas como eram originalmente, sem adapta\u00e7\u00f5es que as vezes s\u00e3o necess\u00e1rias considerando a limita\u00e7\u00e3o imposta pela idade a alguns m\u00fasicos. O Yes fez\/faz muito isso.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-377 alignleft\" src=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3846-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3846-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3846-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3846-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.valhalla.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MG_3846.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\u201cOne For The Vine\u201d \u00e9 uma de minhas preferidas do Genesis e particularmente esse momento foi o mais marcante para mim em todo o show.\u00a0 Mesmo que a noite ainda reservasse \u201cInside And Out\u201d, a et\u00e9rea \u201cThe Fountain Of Salmacis\u201d, \u201cFirth Of Fifth\u201d, \u201cThe Musical Box\u201d, \u201cSupper\u2019s Ready\u201d e o encore com \u201cLos Endos\u201d.<\/p>\n<p>De fato, eu amo Genesis. E amo Steve Hackett. E sua banda.<\/p>\n<p>Fotos: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/susi.dossantos.18\">Susi dos Santos<\/a><br \/>\nPara ver mais fotos, acesse:\u00a0<a href=\"https:\/\/goo.gl\/vvcSXF\">https:\/\/goo.gl\/vvcSXF<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eliton Tomasi Eu amo rock progressivo! E amo o Genesis. J\u00e1 tinha assistido o Steve Hackett em Mar\u00e7o de 2015 com aquele repert\u00f3rio fant\u00e1stico s\u00f3 de m\u00fasicas do Genesis. Poderia assistir esse show todo fim de semana sem enjoar! Imagine ent\u00e3o perder um novo show do Steve Hackett depois de tr\u00eas anos! Nem pensar! 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